Seguros Corporativos

Fraudes corporativas estão ameaçando a sua empresa?

20 de fevereiro de 2020

As fraudes corporativas são práticas que envolvem a ação de um indivíduo do mundo empresarial com o objetivo de tirar vantagem de uma situação, seja por meio de mentiras, omissões, desvios, enganos ou dissimulações, entre outros aspectos.

Por ser prejudicial para o desenvolvimento da empresa, além de poder ser crime, a depender do ato praticado, as fraudes corporativas precisam ser combatidas dentro das empresas, caso contrário os prejuízos podem ser materiais e financeiros.

Para ajudar a entender o assunto com mais clareza, neste artigo vamos falar sobre pontos importantes aos quais o gestor precisa se atentar em relação às fraudes corporativas, assim como a importância de se prevenir com o devido cuidado. Caso deseje saber mais sobre o assunto, continue a leitura e acompanhe.

Quais são os principais tipos de fraudes corporativas existentes?

Uma fraude corporativa pode se dar em vários âmbitos dentro das empresas. Temos no mercado como principais fraudes corporativas:

Corrupção

A corrupção se estende por diferentes âmbitos de entendimento, podendo ser gerada por umconflito de interesse, por um suborno ou pela extorsão.

Roubo de ativos

No caso de roubo de ativos, fala-se dos fornecedores que na verdade não existem, os chamados fornecedores de fachada, ou no popular: os laranjas.

Outra modalidade de roubo de ativos é o funcionário fantasma, muito presente dentro da máquina pública. Reembolso e desvio de estoque também são roubos de ativos, que na prática é o uso de algo que não pertence àquela pessoa, mas que, mesmo assim, ela se utiliza da empresa para se beneficiar financeiramente.

Fraude contábil

A fraude contábil são receitas fictícias, registros fora da competência, ocultação de passivos. No resultado do Demonstrativo de Resultados do Exercício (DRE) da empresa, não é possível ver os problemas, pois nesse caso o documento é composto por dados “maquiados”.

Fraudes corporativas podem ser seguradas?

A resposta é: sim!

É possível por meio de uma apólice específica, chamada claims, que oferece amplas coberturas para as empresas passíveis de serem vítimas desse tipo de crime. Pode-se citar alguns fatores que são impactantes de fraudes, sendo que a tendência é que os órgãos reguladores de autoridades criem regras de compliancecom o objetivo de diminuir as fraudes.

Outro fator observável é garantir a privacidade e a segurança das informações e criar uma filosofia de moralização dos funcionários. Ter o cliente satisfeito também é fundamental e sempre se pautar na máxima de que, quando ocorre a descoberta de uma fraude, a reputação da empresa impacta bastante na recuperação da mesma. Sendo assim, esse assunto deve ser tratado com estratégia.

A utilidade de negócio deve ser observada, uma vez que a imagem pode ser tão afetada que se chega a um ponto em que não é possível dar continuidade ao negócio e, com isso, há retração de receita, de cliente e de fornecedor.

As seguradoras devem olhar muito para o cliente e se adequarem às suas necessidades; não o contrário. O seguro é para se adequar ao cliente e amparar as necessidades do crime, sendo que, nesse momento, o corretor de seguros é extremamente importante, porque ele é quem faz entender o que o cliente realmente necessita.

Para se fazer uma colocação de uma apólice, é necessário entender o que o cliente opera e quais são as vertentes. São muitas situações em que o corretor de seguros tem papel essencial para fazer essa colocação de forma adequada, olhando para o cliente e esquecendo um pouco a seguradora.

Diante de tantos riscos a que as empresas de diferentes tamanhos, segmentos e perfis são expostos constantemente, é preciso contar com seguradoras que realmente entendam as especificidades de cada cliente e ofereçam uma solução sob medida. Caso isso não ocorra, a organização pode se ver desamparada em um de seus momentos de maior fragilidade.

Quais critérios são considerados para uma fraude corporativa ser segurada?

É importante que as empresas se atentem para saber se o contrato firmado realmente oferece esse tipo de cobertura. Caso não ofereça, o prejuízo não será ressarcido.

Um exemplo disso, é o caso da Lava Jato, quando todos achavam que o seguro D&O (Directors and Officers Liability Insurance) cobriria os prejuízos causados, porém, quando as apólices foram acionadas, nem todas foram liquidadas, porque as empresas não deveriam ter esse tipo de inadequação dos seus executivos nem fazer corrupção ativa e passiva para si.

Todos os seguros têm papel importante nessa adequação do mercado. As seguradoras são tropicalizadas e não internacionalizadas, ou seja, temos no Brasil um seguro para a nossa dinâmica de mercado, com apólices tropicalizadas.

O Brasil é um país muito fechado, não havendo igualdade entre os crimes cometidos mundialmente e, por isso, fala-se da responsabilidade de adequação do mercado em relação a esse cenário. Na prática, significa que é preciso que as empresas nacionais façam suas ações de compliance funcionarem efetivamente.

Diante de um mercado muito restrito, esse é um ponto muito importante, pois as seguradoras internacionais tropicalizaram seus produtos, e temos algumas delas trabalhando nesse segmento, porém cada setor do mercado tem sua própria dinâmica, que deve ser enquadrada no crime, no seguro de fraude corporativa.

Não adianta colocar a dinâmica do farmacêutico na mesma dinâmica da construção civil, visto que são suas dinâmicas completamente distintas. O ideal é que a seguradora seja capaz de desenhar uma apólice direcionada para um segmento com suas diferenças.

Essa característica do mercado deve ser considerada sem perder de vista a objetividade principal do contrato, que chamamos de objeto da apólice.

Existem as condições gerais da apólice e, no objeto geral, pode-se flexibilizar, entrando no setor exato daquela empresa, para desenhar objetos que façam sentido para ela. Comprar uma apólice só para dizer que a tem não faz sentido, por isso a necessidade de uma consultoria em seguros, que irá auxiliá-lo no desenho da apólice e dará as orientações para a contratação, que tem a melhor adequação ao seu perfil.

Agora que você sabe o impacto das fraudes corporativas na imagem pública e no desempenho de uma empresa, pode se atentar a esse aspecto tão importante e implementar uma gestão capaz de prevenir esse tipo de falha, assim como fazer as possíveis correções, caso seja necessário. Quanto mais comprometida e bem informada for a administração, melhores serão os resultados.

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