Dia Mundial do Rim

VOCÊ + SAUDÁVEL

O Dia Mundial do Rim é uma campanha internacional promovida pela International Society of Nephrology em parceria com a International Federation of Kidney Foundations, realizada anualmente na segunda quinta-feira de março. O intuito desta campanha é aumentar o alcance de informações e conteúdos de saúde referente a Doença Renal Crônica (DRC). 

A DRC é caracterizada pela redução persistente da Taxa de Filtração Glomerular e/ou pela presença de lesão renal estrutural. Trata-se de uma condição progressiva, muitas vezes silenciosa em fases iniciais – resultando a importância do cuidado contínuo e persistente com a nossa saúde. 

A DRC mostra uma forte associação com diabetes mellitus, hipertensão arterial sistêmica e doenças cardiovasculares. Essas outras doenças também podem não demonstrar sintomas iniciais, que reforça a nossa necessidade de atendimento médico regular. Inclusive, pessoas já diagnosticadas com essas condições, devem fazer o acompanhamento da saúde renal de forma regular, por estarem mais associadas ao desenvolvimento da doença. 

Mesmo com esses fatores de risco, a DRC pode ser amplamente conduzida e até evitada com a adoção de hábitos saudáveis, reduzindo a sobrecarga dos rins e protegendo também o coração e os vasos sanguíneos.

Alimentação equilibrada é fundamental. Reduzir o consumo de sal, evitar alimentos ultraprocessados e controlar a ingestão excessiva de açúcar ajudam a prevenir hipertensão e diabetes, que são as principais causas de DRC. Priorizar frutas, verduras, legumes, grãos integrais e proteínas magras contribui para o equilíbrio metabólico.

Controle da pressão arterial e da glicemia deve ser uma rotina, especialmente para quem já tem fatores de risco. Manter esses parâmetros dentro das metas recomendadas diminui significativamente o risco de lesão renal.

Hidratação adequada auxilia o funcionamento dos rins. A ingestão de água deve ser regular ao longo do dia, respeitando orientações médicas em casos específicos.

Prática regular de atividade física ajuda no controle do peso, melhora a circulação e reduz inflamação sistêmica, fatores que impactam diretamente a saúde renal.

Evitar automedicação, principalmente o uso frequente de anti-inflamatórios, é essencial, pois esses medicamentos podem causar lesão renal quando utilizados sem orientação.

Diagnóstico, cuidado e prevenção

O diagnóstico é feito por exames simples de sangue e urina, que avaliam o funcionamento dos rins e identificam sinais precoces de alteração. O tratamento envolve principalmente controlar a pressão arterial e a glicemia, manter uma alimentação equilibrada, reduzir o consumo de sal e evitar o uso de medicamentos sem orientação profissional. 

Todavia, caso a doença venha a acontecer, temos uma base de tratamento destinadas a pacientes com DRC. 

Tratamento da Doença Renal Crônica (DRC)

O tratamento da Doença Renal Crônica tem como principal objetivo retardar a progressão da perda da função renal, controlar complicações e reduzir o risco cardiovascular. A conduta varia conforme o estágio da doença e as condições clínicas do paciente.

Controle da causa de base

O primeiro passo é tratar a doença que levou à lesão renal. Nos casos de hipertensão arterial, é essencial manter a pressão controlada. Em pacientes com diabetes, o controle rigoroso da glicemia reduz a progressão da lesão renal. 

Mudanças no estilo de vida

A alimentação deve ser orientada por profissional de saúde, podendo incluir redução de sal, controle da ingestão de proteínas e equilíbrio de potássio e fósforo em fases mais avançadas. A prática de atividade física, a manutenção do peso adequado e a suspensão do tabagismo são medidas fundamentais.

Tratamento das complicações

A DRC pode causar anemia, alterações ósseas e distúrbios eletrolíticos. Nessas situações, podem ser necessários suplementos, vitaminas específicas, controle de fósforo e outras medicações conforme avaliação médica.

Terapia renal substitutiva

Nos estágios mais avançados, quando os rins não conseguem mais desempenhar suas funções adequadamente, pode ser indicada diálise (hemodiálise ou diálise peritoneal) ou transplante renal. Essas terapias substituem parcial ou totalmente a função dos rins, sendo o transplante a opção que oferece melhor qualidade de vida quando possível.

O acompanhamento regular com equipe multiprofissional é essencial para ajustar o tratamento e garantir melhor prognóstico.

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