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As doenças osteomusculares afetam ossos, músculos, articulações, tendões e ligamentos. Elas estão entre as principais causas de dor crônica, afastamento do trabalho e redução da qualidade de vida.
São condições que comprometem o sistema musculoesquelético, responsável pelos movimentos, postura e sustentação do corpo. Podem ter causas inflamatórias, degenerativas, traumáticas ou relacionadas ao trabalho.
FATORES DE RISCO
As doenças osteomusculares podem surgir por diferentes motivos. Conhecer os fatores de risco ajuda na prevenção e no diagnóstico precoce.
Sedentarismo – A falta de atividade física enfraquece músculos e articulações, reduz a flexibilidade e compromete a sustentação do corpo. Músculos fracos sobrecarregam ossos e articulações, aumentando o risco de dores e lesões.
Má postura – Posturas inadequadas ao sentar, ficar em pé ou carregar peso geram sobrecarga contínua na coluna, ombros e joelhos. Com o tempo, isso pode levar a problemas como Lombalgia e alterações posturais permanentes.
Excesso de peso/sobrepeso/obesidade – O peso corporal elevado aumenta a pressão sobre articulações de sustentação, como joelhos, quadris e tornozelos. Isso favorece o desgaste articular e o desenvolvimento de condições como Osteoartrite.
Movimentos repetitivos – Atividades profissionais ou esportivas que exigem repetição constante de movimentos podem causar microlesões nos tendões e músculos. Esse processo inflamatório pode resultar em quadros como Tendinite e outras lesões por esforço epetitivo (LER).
Envelhecimento natural – Com o avanço da idade, ocorre desgaste natural das articulações, redução da massa muscular e diminuição da densidade óssea. Isso aumenta o risco de doenças como Osteoporose e limitações funcionais.
Atividades de alto impacto – Esportes ou trabalhos que envolvem saltos, corridas intensas ou levantamento frequente de peso podem acelerar o desgaste das articulações quando não realizados com orientação adequada.
Deficiências nutricionais – Baixa ingestão de cálcio, vitamina D e proteínas compromete a saúde óssea e muscular, aumentando o risco de fraqueza muscular e fraturas.
Tabagismo – O cigarro prejudica a circulação sanguínea e a oxigenação dos tecidos, dificultando a recuperação muscular e favorecendo processos inflamatórios.
SINTOMAS
As doenças osteomusculares costumam causar dor muscular ou nas articulações, rigidez, inchaço e dificuldade de movimentação. Em alguns casos, podem provocar perda de força e sensação de formigamento. Reconhecer esses sintomas precocemente é importante para evitar complicações e iniciar o tratamento adequado.
Inclusive, como comportamento social, é comum que normalizemos essas dores no dia a dia, encarando uma situação crônica de dor como normalidade – e isso não pode acontecer. As dores são um forte indicativo de algo errado em nosso corpo, e devemos reconhecê-la como um sinal de alerta para realizarmos um acompanhamento profissional em saúde.
PRINCIPAIS DOENÇAS
Portanto, a presença desses sintomas pode nos indicar o desenvolvimento de alguma das principais doenças osteomusculares, como:
Artrite Reumatóide – Doença inflamatória autoimune que afeta principalmente as articulações das mãos e pés, podendo causar deformidades quando não tratada.
Osteoporose – Caracterizada pela diminuição da densidade óssea, aumentando o risco de fraturas.
Tendinite – Inflamação dos tendões, geralmente associada a esforço repetitivo ou sobrecarga.
Lombalgia – Dor na região lombar, muito comum e frequentemente relacionada à má postura ou esforço excessivo.
PREVENÇÃO
Para que essas doenças sejam devidamente tratadas, ou, também, evitadas, devemos adotar uma série de cuidados com o nosso corpo, e estar atentos às mudanças que podem se manifestar.
Caso você sinta algum dos sintomas listados:
Evite esforços excessivos e reduza atividades que piorem a dor;
Mantenha repouso relativo, sem imobilização prolongada, salvo orientação médica;
Aplique compressas mornas ou frias, conforme o tipo de dor (fria para inflamação recente, morna para tensão muscular);
Procure atendimento médico se os sintomas persistirem por mais de alguns dias, piorarem ou limitarem suas atividades diárias;
O diagnóstico precoce é fundamental para prevenir complicações e iniciar o tratamento adequado, melhorando a qualidade de vida.