A gestão de planos de saúde empresarial representa, em média, 8% a 12% da folha de pagamento das empresas brasileiras. Sem um controle eficiente, esse custo pode crescer até 25% ao ano, impactando diretamente a saúde financeira do negócio.
Saiba como fazer uma boa gestão de planos de saúde na sua empresa e transformar o benefício em resultados consistentes, com redução de custos, controle de sinistralidade e melhora na experiência dos colaboradores.
Neste guia completo, você descobrirá como estruturar uma gestão produtiva de planos de saúde, desde a relação com as operadoras, os principais indicadores e como o RH pode impulsionar positivamente a experiência dos colaboradores.
Afinal, o que é a gestão de planos de saúde?
A gestão de planos de saúde é um conjunto de estratégias e processos que as empresas utilizam para controlar e otimizar os benefícios de saúde oferecidos aos colaboradores.
Ela consiste em conhecer e entender exatamente os investimentos que esse benefício demanda da sua empresa. Muitas vezes, não se trata apenas de lançar valores em uma planilha. O gestor precisa pensar em um plano que seja financeiramente interessante para a sua empresa e que, ao mesmo tempo, atenda às necessidades dos seus colaboradores.
Envolve análise de custos, negociação de reajustes, acompanhamento de indicadores e comunicação eficiente com as operadoras e colaboradores.
Por que a gestão de planos de saúde é tão importante?
Assim como todas as questões financeiras, esse item é relevante no balanço final da empresa. Antes de qualquer coisa, é importante entender que um único tópico que sai do controle da gestão pode impactar toda a análise produtiva e, consequentemente, o planejamento da empresa.
Da mesma forma, não faz sentido oferecer um benefício que não seja, de fato, efetivo. Se o que você deseja é aprimorar a qualidade de vida dos seus colaboradores, procure oferecer a eles um serviço de saúde que realmente faça a diferença.
Principais direcionamentos para uma gestão eficiente
Os 4 pilares principais para uma gestão de planos de saúde otimizada são:
▶ Análise de Dados: Monitoramento constante de sinistralidade, taxa de utilização e perfil de uso dos colaboradores
▶ Negociação: Relacionamento estratégico com operadoras para garantir melhor custo-benefício e condições contratuais favoráveis
▶ Prevenção: Implementação de programas de saúde preventiva que reduzem sinistros de alto custo
▶ Comunicação: Educação dos colaboradores sobre uso consciente do plano, rede credenciada e canais de atendimento
Segundo dados recentes da ANS (Agência Nacional de Saúde), com uma gestão bem estruturada, uma empresa pode alcançar uma economia de 20% a 30% com os custos referentes aos planos de saúde, por isso a definição das categorias e elegibilidade, assim como a escolha da rede credenciada precisam ser analisadas atenciosamente para o alcance do melhor custo-benefício.
Por que a Gestão de Planos de Saúde é estratégica?
O cenário de saúde corporativa está em constante mudança e existem 3 fatores que aumentam o desafio de uma boa gestão de plano de saúde. Eles são:
Aumento de Custos Médicos: Os reajustes de planos de saúdem têm ficado acima da inflação. Por exemplo, em 2024, a média de reajuste foi de 8,5%, enquanto o IPCA fechou em 4,6%. Sem uma gestão ativa e atenta às mudanças, essa diferença pode comprometer diretamente o orçamento.
Transformação Digital: Telemedicina, aplicativos de saúde e gestão de dados possibilitaram otimização. Empresas sem uma estrutura de gestão não conseguem potencializar esses novos recursos.
Retenção de Talentos: Segundo uma pesquisa da Robert Half, em um mercado competitivo, 78% dos profissionais consideram o plano de saúde um dos três benefícios mais importantes na hora de escolher um empregador.
Quais são os principais indicadores na Gestão de Planos de Saúde?
Sem um monitoramento adequado das métricas usadas na gestão de plano de saúde, custos adicionais podem se tornar mais constantes. Por isso, existem 7 indicadores utilizados em uma gestão eficiente. Eles são:
Taxa de sinistralidade: É a relação entre o valor pago pela operadora com despesas médicas e o valor recebido em mensalidades. A média ideal para otimização de custos varia entre 70% e 85%;
Valor médio por vida: É o custo médio mensal por beneficiário titular;
Taxa de utilização: É o percentual de beneficiários que, efetivamente, usaram o plano em determinado período. A média saudável varia entre 60% e 75%;
Índice de dependência: É o índice do número de dependentes por números de titulares. Quanto maior a taxa, maior tende a ser o custo per capita;
Eventos de Alto Custo: são internações, cirurgias de alta complexidade e tratamentos oncológicos. Atualmente, 80% dos custos são gerados por 5% dos beneficiários;
Tempo de permanência: É a média do tempo que o colaborador mantém o plano;
NPS do Benefício: NPS (Net Promoter Score) é a métrica utilizada para conferir a satisfação dos colaboradores com o plano de saúde. Quando a NPS fica acima de 50, a taxa indica alta satisfação.
Como otimizar essa gestão?
Pode ser que você se pergunte como otimizar a gestão de planos de saúde em sua empresa. Embora não exista uma fórmula pronta, capaz de resolver os problemas de todo gestor, há dicas que podem ajudar. Listamos abaixo algumas delas.
Negocie
Você compraria matéria-prima ou um equipamento do primeiro fornecedor que bateu à sua porta? Fecharia um contrato grande, sem sequer cogitar uma negociação de valores e condições de pagamento? Provavelmente, não. Então, por que seria diferente em relação à contratação de um plano de saúde para seus colaboradores?
Queremos dizer que a negociação faz parte de uma boa gestão de planos de saúde. Não se envergonhe de conversar com o corretor sobre valores e condições estabelecidas. É a partir desse tipo de diálogo que vocês poderão chegar a condições que sejam interessantes para a empresa, para o colaborador e para a operadora do plano escolhido.
Preste atenção ao contrato
Se contratos pessoais simples precisam ser lidos com calma antes da assinatura, o que dizer da contratação de um serviço a longo prazo para a empresa? Por essa razão, leia atentamente todas as cláusulas do contrato e não hesite em tirar dúvidas.
Muitas vezes, um mal-entendido pode resultar em despesas não esperadas para a organização. Além disso, itens como cobertura, carência e procedimentos para acesso ao atendimento precisam ser conhecidos. Você deve estar apto a tirar todas as dúvidas da sua equipe quanto ao plano oferecido, e convencido de que escolheu a melhor solução.
Pesquise
Fechar um contrato de plano de saúde demanda pesquisa. Se você pesquisa preços e qualidade de matéria-prima e suprimentos, por que seria diferente com esse benefício? Leve em conta que existe uma grande variedade de preços e modelos de cobertura no mercado, e pode ser que algumas opções não atendam às suas necessidades.
Outro ponto importante: é claro que os valores contam bastante, mas não se prenda a eles. A dica é buscar uma operadora no mercado que ofereça um equilíbrio. Isto é, um plano que realmente atenda às necessidades dos beneficiários, sem que isso implique um custo muito alto para a sua empresa.
Faça um controle periódico
Como dissemos acima, planos de saúde podem sofrer variações de valores de um mês para outro, dependendo de quantos colaboradores estão inclusos. A mudança de faixa etária costuma ser a razão de maior incidência de reajustes. Além disso, caso o benefício se estenda às famílias, filhos podem ser inclusos assim que nascerem.
Mudanças na cobertura da operadora também precisam ser consideradas. O corte de hospitais e laboratórios da rede credenciada pode dificultar o acesso dos colaboradores ao serviço. Caso isso aconteça, talvez seja hora de avaliar se não é o momento para trocar de plano.
Vale a pena terceirizar o serviço?
Existem empresas especializadas em seguros que podem ajudar você desde a escolha que antecede o fechamento até o gerenciamento mensal dos planos de saúde. Confira, a seguir, as principais vantagens de terceirizar esse serviço.
Serviço especializado
Imagine-se diante de uma lista de opções de planos de saúde, precisando definir qual a melhor para seus colaboradores, sem oportunidade de conhecer cada uma a fundo. Há grandes chances de você não fazer a escolha ideal.
Uma empresa especializada conta com profissionais que já têm experiência no assunto e, portanto, essa pesquisa fluirá de maneira bem melhor. Sem contar que eles estão acostumados a gerir planos de saúde, o que facilita o acompanhamento de variantes, como despesas inclusas, carências, potenciais reajustes e mudanças na área de cobertura.
Redução de custos
Conhecer o serviço que está sendo contratado também resulta na eliminação de custos desnecessários. Sendo assim, consultores especializados são capazes de aconselhar o gestor a contratar somente os itens de sua necessidade e pagar um valor justo por eles.
Otimização de processos
Você, como gestor, pode encontrar algumas dificuldades em acompanhar as variações que envolvem o serviço. A fatura precisa ser analisada a cada mês, e as alterações devem ser comparadas ao quociente do aumento. Em vez de você perder muito tempo na tentativa de fazer a conta fechar, uma empresa especializada pode se encarregar dessa tarefa, em menos tempo e com a propriedade de quem conhece a fundo o que está fazendo.
Por mais que haja certa complexidade na gestão de planos de saúde, um trabalho bem executado faz toda a diferença nos resultados da sua empresa. Contratar um serviço terceirizado funciona como um investimento aliado à produtividade e, portanto, merece a devida atenção dos gestores.
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