As doenças crônicas estão cada vez mais presentes no cotidiano. Diabetes, hipertensão, colesterol elevado e distúrbios respiratórios, por exemplo, já fazem parte da realidade de milhões de pessoas em idade produtiva, o que torna esse tema altamente relevante também no ambiente corporativo.
Essas condições podem surgir em diferentes fases da vida e estão associadas a fatores como estresse, sedentarismo, alimentação inadequada e predisposição genética. Embora nem todos esses fatores estejam sob controle, a conscientização, o acompanhamento contínuo e a prevenção fazem diferença significativa na evolução das doenças.
No contexto empresarial, a falta de controle adequado das doenças crônicas impacta diretamente indicadores como absenteísmo, presenteísmo, afastamentos prolongados, sinistralidade dos planos de saúde e queda de produtividade.
Neste artigo você entenderá como uma boa gestão de doenças crônicas pode impactar positivamente a saúde dos colaboradores e os resultados da empresa.
Afinal, o que é gestão de crônicos?
A gestão de doenças crônicas é um conjunto de ações estruturadas e contínuas voltadas ao acompanhamento de colaboradores diagnosticados com condições crônicas, com foco em prevenção de complicações, promoção da saúde e melhoria da qualidade de vida.
Esses programas costumam envolver:
– Monitoramento periódico de indicadores clínicos;
– Realização de exames regulares;
– Ações de educação em saúde;
– Incentivo a hábitos saudáveis;
– Acompanhamento médico multidisciplinar;
O foco é reduzir a progressão da doença e evitar desfechos mais graves, que impactam tanto a saúde do indivíduo quanto os custos e a operação da empresa no longo prazo.
Como funciona o programa de gestão de crônicos?
O programa é conduzido por uma equipe multiprofissional especializada, que orienta o paciente e, em muitos casos, também sua família, sobre as melhores práticas para o controle da condição e melhora na saúde como um todo.
As principais práticas incentivadas são:
– Uso correto dos medicamentos prescritos;
– Inclusão de atividade física adequada à rotina;
– Reeducação alimentar;
– Acompanhamento de exames e indicadores clínicos;
– Apoio à mudança de comportamento;
Na maioria dos casos, essas medidas são suficientes para uma melhora significativa nos resultados clínicos, redução de crises e internações e promoção de ganhos reais em qualidade de vida e capacidade produtiva.
Cuidados ao implementar um programa de Gestão de Doenças Crônicas
A saúde do colaborador está diretamente vinculada à qualidade do serviço prestado, por isso a implantação de um programa de gestão de doenças crônicas exige atenção e responsabilidade.
Alguns pontos essenciais são:
– Escolha criteriosa da equipe ou empresa responsável;
– Metodologia clara, ética e baseada em evidências;
– Comunicação transparente com os participantes;
– Acompanhamento contínuo dos resultados;
Se o programa não for bem conduzido, o colaborador pode perder a confiança na iniciativa, comprometendo a adesão e os resultados. Por isso, é fundamental conhecer o modelo antes da implementação e garantir que ele esteja alinhado às necessidades da empresa e dos colaboradores a serem atendidos.
Os resultados na saúde e produtividade com a Gestão de Doenças Crônicas
Ao investir em programas estruturados de gestão de doenças crônicas, a empresa promove saúde, engajamento e performance, ao mesmo tempo em que atua de forma preventiva na redução de custos assistenciais e impactos operacionais.
É uma estratégia que beneficia todos os envolvidos: colaboradores, gestores e o negócio como um todo.
Quais cuidados devemos tomar ao adotar esse programa?
É inegável que o programa de gestão de crônicos é importantíssimo do ponto de vista médico. Entretanto, é necessário tomar alguns cuidados ao implantá-lo, já que a saúde do paciente está sendo praticamente confiada à equipe responsável. Portanto, a consciência dessa responsabilidade precisa prevalecer.
Além disso, caso a conscientização não seja efetiva, o paciente pode considerar que tudo isso não passa de enganação. Em ambos os casos, a escolha da equipe pode influenciar fortemente nos resultados. O ideal é que o contratante conheça o programa antes de implantá-lo, de fato.
Como se pôde ver, os crônicos não controlados representam um grupo de alto risco de complicações e menor expectativa de vida. Por essa razão, devem ser levados em conta e colocados como público-alvo de ações que fazem toda a diferença nesses fatores.
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