Saúde

O que é a Síndrome de Burnout e como preveni-la em sua empresa?

15 de janeiro de 2021

A rotina atribulada com reuniões e atendimento a clientes, assim como a contínua pressão para cumprir metas e entregar tarefas no prazo, têm feito com que muitos empregados acabem desenvolvendo os sintomas da Síndrome de Burnout, também conhecida como doença do Esgotamento Profissional.

Trata-se de uma condição preocupante e que pode acarretar um colapso físico, psicológico e mental, além de ser um obstáculo para o desenvolvimento da carreira e continuidade dentro de uma empresa. Infelizmente, esse problema vem afetando cada vez mais pessoas dentro do ambiente corporativo.

A grande dificuldade é distinguir essa condição de um mero estresse. E assim, muitos colaboradores vão perdendo a qualidade de vida e entrando em um verdadeiro ciclo de depressão, ansiedade generalizada e crises de pânico. Nesse sentido, quanto antes essa doença for diagnosticada, maiores serão as chances de restabelecer a saúde do paciente de maneira integral.

Pensando nisso, neste artigo, vamos abordar todos os detalhes sobre o que é a Síndrome de Burnout dentro das empresas e como ela pode ser evitada. Acompanhe a leitura!

O que é a Síndrome de Burnout?

A Síndrome de Burnout é um quadro clínico que leva à falta de ânimo, energia, e a uma fadiga extrema. Essa condição é causada em decorrência de um ambiente de trabalho estressante e marcado pelo excesso de tarefas. Dessa forma, o empregado não consegue lidar com tantos afazeres e vai ficando estressado e enfraquecido em todos os níveis: emocional, físico e mental.

O grande problema é que a Síndrome de Burnout não afeta somente a vida profissional do indivíduo acometido pela doença. Ela tem o potencial de impactar diretamente na sua vida pessoal. São comuns os casos em que os pacientes ficam sem energia, e preferem o isolamento a ter que interagir com a família e os amigos.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) inclui a Síndrome de Burnout na Classificação Internacional de Doenças sob o código CID-11. A expressão “Burnout” foi criada pelo psicólogo Herbert J. Freudenberger, no ano de 1974. Ele descobriu que o excesso de trabalho provocava uma grande variedade de sintomas negativos, como dores de cabeça, insônia, ansiedade, irritabilidade e comportamentos agressivos e depressivos.

Quais são os sintomas da Síndrome de Burnout?

Em regra, a Síndrome pode ser diagnosticada por meio da observação de três fatores:

  • sensação de fadiga excessiva, exaustão e esgotamento;
  • sentimentos de negativismo, especialmente no trabalho;
  • diminuição da produtividade profissional.

Nesse sentido, os principais sintomas da Síndrome de Burnout são os seguintes:

  • fraqueza;
  • apatia;
  • cansaço extremo;
  • dores musculares;
  • dores de cabeça;
  • palpitações e taquicardia;
  • tremores;
  • tonturas;
  • insônia e outros distúrbios do sono;
  • alterações de humor;
  • dificuldade de concentração;
  • falta de apetite;
  • redução do desejo sexual;
  • raciocínio lento;
  • irritabilidade.

Como você pode perceber, os sintomas são bastante comuns e podem indicar muitas outras doenças. Por isso, o acompanhamento é extremamente relevante. O médico do plano de saúde da empresa vai analisar os sintomas, os hábitos e a qualidade de vida do paciente. A partir daí, ele poderá trazer um diagnostico concreto.

Quais são as consequências do Burnout?

Os sintomas prejudicam intensamente a qualidade de vida no trabalho das pessoas que apresentam a doença. A maioria delas tem dificuldades em executar tarefas simples, ter um raciocínio rápido e se relacionar socialmente com os colegas. Além disso, a patologia vem acompanhada de um grande sentimento de impotência e letargia. Nesse sentido, são comuns os casos de diminuição de produtividade, absenteísmo e até mesmo o afastamento.

Quais são as profissões mais suscetíveis a essa doença?

Praticamente todos os indivíduos estão sujeitos a sofrer da Síndrome de Burnout em decorrência do excesso de trabalho. Contudo, algumas profissões apresentam um risco mais elevado, especialmente pelo fato de os empregados estarem submetidos a um ambiente de estresse contínuo ou por terem que lidar com o público.

Os principais exemplos nesse sentido são os médicos e demais profissionais que atuam na área da saúde, assim como os vigilantes, motoristas, pilotos de avião, controladores de tráfego aéreo, professores e vendedores.

Como evitar a Síndrome de Burnout?

A Síndrome do Esgotamento pode ser evitada caso a empresa na qual o profissional trabalha realize um programa de prevenção correto. Confira algumas dicas de como essa estratégia pode ser colocada em prática.

Avaliar o ambiente de trabalho

O ambiente de trabalho deve ser um local limpo, organizado, bem ventilado e iluminado. Além disso, os móveis devem conter um formato ergonômico, de forma a se adaptar ao corpo do colaborador enquanto ele executa as funções — especialmente as cadeiras e mesas.

Verificar a quantidade de tarefas

Também é necessário que o gestor conheça o volume de trabalho que o colaborador tem que desempenhar todos os dias. Desse modo, é possível saber, de fato, qual é a média da carga de atividade que os seus funcionários conseguem cumprir em um determinado período de tempo — diariamente ou semanalmente, por exemplo.

Muitas vezes, o líder acaba delegando muitas tarefas e perde a noção da quantidade de afazeres que o seu colaborador deve realizar. Portanto, avaliar a demanda de atividades é outro requisito importante para prevenir o Burnout.

Incentivar a comunicação interna

Manter um diálogo aberto e sincero entre os funcionários e os gestores da empresa ajuda bastante a prevenir o Burnout. Para isso, incentive os seus colaboradores a dar sugestões, fazer críticas e enviar feedbacks. Assim, será possível conhecer melhor o perfil do profissional e adaptar o ambiente de trabalho de forma a torna-lo um local mais agradável.

Oferecer a possibilidade de jornadas flexíveis

Cada vez mais empresas têm enxergado os benefícios de conceder jornadas mais flexíveis — o trabalho home office é um grande exemplo. Isso traz mais conforto, comodidade e praticidade para o funcionário e, de quebra, garante uma maior produtividade. Afinal, com melhores condições de trabalho, os colaboradores estarão mais motivados e satisfeitos!

Crie ações para promover a socialização

Criar e manter vínculos de amizade entre os colegas de trabalho é um fator importante. Uma boa ideia é determinar intervalos específicos para que os funcionários possam socializar, relaxar e ter um tempo de descanso, tanto físico quanto mental. Para ajudar com a prevenção da doença, as empresas podem também proporcionar eventos sociais, sessões de meditação ou ginástica, aulas de yoga, salão de jogos e exercícios para prevenir a LER (Lesão por Esforço Repetitivo), dentre outras possibilidades.

A Síndrome de Burnout é um quadro clínico que tem o potencial de afetar qualquer profissional dedicado e engajado com o trabalho. Para que isso não aconteça, é necessário ter atenção com o ambiente de trabalho e o comportamento de toda a equipe. Além disso, é fundamental implementar as medidas de prevenção que vimos acima como forma de evitar o surgimento da doença.

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