Você mais saudável

PRINCIPAIS DOENÇAS CRÔNICAS RESPIRATÓRIAS

15 de junho de 2022
Você mais saudável

PRINCIPAIS DOENÇAS CRÔNICAS RESPIRATÓRIAS

15 de junho de 2022
Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp
Email

Quase todo mundo já teve um desconforto respiratório na vida. Os sintomas muitas vezes são semelhantes, mas as doenças são diferentes.

Mas afinal, o que são as doenças respiratórias e como diferenciá-las?
As doenças respiratórias podem afetar estruturas do sistema respiratório como boca, nariz, laringe, faringe, traqueia e pulmão. Dependendo da sua duração, elas podem ser classificadas como:

  • Agudas: têm início rápido, duração com menos de três meses e o tratamento curto. As doenças respiratórias agudas surgem mais frequentemente a partir de infecções do sistema respiratório.
  • Crônicas: têm início gradual, duram mais de três meses e muitas vezes é necessária utilização de medicamentos por longos períodos para o tratamento. Algumas pessoas podem nascer com uma doença respiratória crônica, que para além das causas externas, podem ser genéticas, como por exemplo asma.
  • Doenças respiratórias crônicas:

Doenças respiratórias crônicas (DRC) são doenças crônicas tanto das vias aéreas superiores como das inferiores. A asma, a rinite alérgica e a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) são as mais comuns. E representam um dos maiores problemas de saúde mundial.

Pessoas que fumam, mais expostas a poluição do ar, poeira, produtos químicos, alérgicas, e que tiveram infecções respiratórias mais frequentes durante a infância tem mais riscos de desenvolver esses tipos de doenças.

Segundo o Ministério da Saúde, as doenças respiratórias crônicas estão aumentando em prevalência particularmente entre as crianças e os idosos. Afetam a qualidade de vida e podem provocar incapacidade nos indivíduos afetados, causando grande impacto econômico e social. As limitações físicas, emocionais e intelectuais que surgem com a doença, com consequências na vida do paciente e de sua família, geram sofrimento humano.

É importante ressaltar que as doenças respiratórias crônicas não são curáveis, no entanto, existem várias formas de tratamento que podem ajudar a controlar os sintomas e aumentar a qualidade de vida das pessoas com a doença.

Como identificar os sintomas respiratórios crônicos?

  • Tosse;
  • Expectoração;
  • Hemoptise (expectoração com presença de sangue);
  • Sibilância (chiado, chieira, piado)
  • Dor torácica;
  • Taquipneia (aumento da frequência respiratória);
  • Dispneia (falta de ar ou dificuldade para respirar).

Abaixo, destacamos as principais doenças crônicas respiratórias para que você possa conhecer as características de cada uma. Confira!

  • RINITE CRÔNICA:
    Também conhecida como rinite alérgica é uma doença inflamatória da mucosa do nariz. A inflamação é desencadeada ou agravada pelo contato com alérgenos, como os ácaros da poeira doméstica, pelos de animais, fungos, pólen, perfume, alterações climáticas, estresse emocional, uso excessivo de descongestionantes nasais, entre outros.
  • Sintomas: Os sintomas incluem espirros, obstrução nasal, coriza, coceira no nariz e garganta, e muitas vezes acompanham sintomas oculares como coceira, vermelhidão e lacrimejamento.
  • Diagnóstico: O diagnóstico de rinite alérgica é clínico com base nos dados de história e exame físico, e deve ser confirmado pelo otorrinolaringologista para iniciar o tratamento adequado.
  • Tratamento: tem por objetivo promover a prevenção e o alívio dos sintomas, de forma segura e eficaz. O tratamento a ser instituído depende da classificação da rinite, constando de medidas farmacológicas com a utilização de anti-histamínicos e spray nasais e não farmacológicas.
  • ASMA:
    É uma condição multifatorial determinada pela interação de fatores genéticos e ambientais. Ocorre devido a uma inflamação nas partes internas do pulmão, provocando o inchaço e reduzindo a passagem do ar nestas estruturas causando contrações e broncoespasmos. É muito comum em crianças do sexo masculino.
  • Sintomas: falta de ar, dificuldade para respirar, tosse sem catarro, chiado no peito e fadiga.
  • Diagnóstico: o diagnóstico da asma é eminentemente clínico e, sempre que possível, a prova de função pulmonar deve ser realizada, para a confirmação diagnóstica e para a classificação da gravidade.
  • Tratamento: a asma não tem cura, por isso é importante realizar o acompanhamento clínico com o pneumologista e utilizar medicamentos indicados, como broncodilatadores, corticoides e anti-inflamatórios, para promover o alívio dos sintomas, melhorar a qualidade de vida e diminuir o risco de morte. Tratamentos alternativos também ajudam, como exercícios respiratórios com auxílio de um fisioterapeuta. É indicado que a pessoa com asma se exponha o menos possível aos produtos que provocam crise asmática.
  • DPOC – Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica:
    É um conjunto de doenças com repercussões sistêmicas, preveníeis e tratáveis, caracterizadas por uma obstrução da passagem de ar nos pulmões, parcialmente reversível e geralmente progressiva. As mais comuns são:
  • Enfisema pulmonar: é definido anatomicamente como aumento dos espaços aéreos distais ao bronquíolo terminal, com destruição das paredes alveolares. Ou seja, acontece quando a inflamação obstrui estruturas no pulmão parecidos com sacos de ar, os alvéolos;
  • Bronquite crônica: é definida clinicamente pela presença de tosse e expectoração na maioria dos dias por no mínimo três meses/ano durante dois anos consecutivos. Ou seja, ocorre quando a inflamação obstrui os tubos que levam ar para os pulmões, os brônquios.
  • Fatores de risco: Tabagismo, poluição domiciliar (fumaça de lenha, querosene), exposição ocupacional a poeiras e produtos químicos ocupacionais, infecções respiratórias recorrentes na infância; suscetibilidade individual, desnutrição na infância e deficiências genéticas.
  • Sintomas: falta de ar (dispneia), tosse seca ou produtiva e persistente, encurtamento da respiração, chiado e aperto no peito são os sintomas mais comuns da DPOC.
  • Diagnóstico: o diagnóstico baseia-se nos achados do exame físico e na história do paciente. Como os sintomas podem não ser indicativos da extensão do dano respiratório, é fundamental realizar um exame chamado espirometria para avaliar a capacidade ventilatória pulmonar.

    OBS. Especialistas recomendam que pessoas fumantes há mais de 10 anos façam esse exame para que o diagnóstico seja feito ainda nas fases iniciais, quando o dano aos tecidos do sistema respiratório não se tornou irreversível.
  • Tratamento: a DPOC é uma doença progressiva e incurável, mas é possível controlar os sintomas. É recomendado o acompanhamento do médico pneumologista, pois alguns medicamentos poderão ser indicados como os broncodilatadores e os corticoides. Além disso, parar de fumar e reduzir a inalação de agentes químicos evitam o agravamento dessas doenças.
  • SINUSITE CRÔNICA:
    A sinusite é uma inflamação das mucosas dos seios da face, região do crânio formada por cavidades ósseas ao redor do nariz, maçãs do rosto e olhos. É provocada por processos infecciosos ou alérgicos que facilitam a instalação de germes.
  • Fatore de risco: pessoas que já trataram de sinusite aguda, que tenham alterações anatômicas como pólipos nasais ou desvio de septo, e passaram por processos infecciosos ou alérgicos como gripes e resfriados, estão mais propensas a desenvolver este tipo de sinusite.
  • Sintomas: dores de cabeça e na face, secreção nasal amarelada ou esverdeada, congestão nasal, sensibilidade nos olhos, mau hálito, dores de garganta, febre acima de 38º C, tosse com piora a noite.
  • Diagnóstico: o acompanhamento deve ser realizado pelo médico otorrinolaringologista, e, normalmente, é feito apenas com a observação dos sintomas e palpação dos seios nasais para avaliar se existe sensibilidade nessa região. Porém, o médico também pode pedir outros exames mais específicos como: endoscopia nasal, tomografia, coleta de secreção nasal e teste alérgico.
  • Tratamento: consiste no uso de medicamentos como antibióticos, anti-inflamatórios, corticoides e antialérgicos. Além da utilização de lavagem nasal som solução fisiológica e inalação de vapor para reduzir os sintomas.

Lembrem-se que alguns cuidados são essenciais para evitar a as doenças crônicas respiratórias, principalmente nas estações outono e inverno, onde o tempo fica mais frio e seco e as doenças respiratórias tornam-se comuns nessa época do ano.

Atitudes simples no dia a dia fazem toda diferença como lavar as mãos, manter os ambientes limpos e arejados, evitar locais fechados e com grande circulação de pessoas. Além da adoção de hábitos de vida mais saudáveis, como não fumar, alimentar-se bem, ingerir bastante liquido e praticar atividade física regular.

REFERÊNCIAS:

https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/doencas_respiratorias_cronicas.pdf
https://cdd.org.br/doencas-respiratorias/
https://bvsms.saude.gov.br/sinusite/#:~:text=Sinusite%20%C3%A9%20a%20inflama%C3%A7%C3%A3o%20das,o%20que%20facilita%20sua%20sustenta%C3%A7%C3%A3o.
https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/doenca-pulmonar-obstrutiva-cronica-dpoc/
https://drauziovarella.uol.com.br/infograficos/principais-doencas-respiratorias-infografico/
https://www.tuasaude.com/principais-doencas-respiratorias/
https://www.tuasaude.com/sinusite/
https://www.hcor.com.br/imprensa/noticias/evite-doencas-respiratorias-e-cardiovasculares-no-outono/
https://portal.campinas.sp.gov.br/noticia/18424

BLOG
CATEGORIAS
CADASTRE-SE E
RECEBA NOSSA
NEWSLETTER

Quer se manter atualizado sobre temas que vão trazer resultados efetivos na gestão de custos, benefícios, seguros e pessoas? Se inscreva para receber nossa newsletter!

SAÚDE OCULAR: VOCÊ CUIDA BEM DOS SEUS OLHOS?

SAÚDE OCULAR: VOCÊ CUIDA BEM DOS SEUS OLHOS?

imagem_2022-06-01_111516477

10 DICAS DE ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL PARA CRIANÇAS E JOVENS

titimg-blog-ela-1

O que é a Esclerose Múltipla e quais são os seus sinais

titimg-blog-prevencao

A prevenção está em suas mãos: Dia mundial da Higienização das mãos

imagem_2022-04-26_181951669

Segurança e saúde no trabalho

imagem_2022-04-26_181501512

Meningite – sintomas, prevencão e tratamento

imagem_2022-03-18_122311

Bipolaridade – mitos e fatos

imagem_2022-03-18_122002

Tuberculose – transmissão, prevenção e tratamento

imagem_2022-03-18_121730

5 riscos da automedicação