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Terapia ocupacional e Saúde do trabalhador

17 de janeiro de 2022

O trabalho ocupa um espaço muito importante e de grande valor em nossa sociedade e na vida das pessoas e é dentro do ambiente de trabalho onde passamos uma grande parte de nossa vida. Entendemos que o processo saúde-doença dos trabalhadores tem relação direta com o seu trabalho. Saúde e doença estão condicionados e determinadas pelas condições de vida das pessoas e são expressos entre os trabalhadores também pelo modo como vivenciam as condições, os processos e os ambientes em que trabalham. Por este motivo, a qualidade de vida no trabalho tem sido uma preocupação constante tanto do indivíduo, bem como das corporações nas quais eles desempenham suas atividades laborais.

Segundo a Associação Americana de Terapia Ocupacional (AOTA), esse exercício está diretamente vinculado à área de saúde e tem como objeto estudar a atividade humana, restaurando e reforçando seu desempenho. Dessa forma há uma facilitação no aprendizado durante a jornada de trabalho refletindo diretamente nas funções do colaborador, e em sua adaptação ao meio, podendo então diminuir ou corrigir tendências patológicas, melhorando e conservando o bem-estar.

A terapia ocupacional na saúde do trabalhador busca então uma melhoria na qualidade de vida orientando-os na participação de atividades selecionadas, que podem ser realizadas no próprio local de trabalho durante a jornada, vindo a se estender ao domicílio ou outros espaços vinculados ao contexto laboral. Essas ações têm como objetivo reduzir as doenças e acidentes ocupacionais; auxiliar no desenvolvimento; tratamento e reabilitação de indivíduos ou grupos que necessitam de cuidados físicos; sensoriais e/ou sociais; fortalecendo e promovendo saúde.

De modo geral, as contribuições do terapeuta ocupacional se dão no âmbito individual e coletivo, podendo se desenvolver nos três níveis de atenção em saúde: primário, secundário e terciário, onde esse profissional deve ser habilitado para construir ao lado trabalhador com incapacidade uma adaptação e até retorno e/ou recolocação profissional. Essas atividades podem ser temporárias ou permanente, progressiva, regressiva ou estável, tudo irá depender do diagnóstico pelo terapeuta ocupacional.

Já o profissional na área da terapeuta ocupacional do trabalho tem a responsabilidade de inserir ações que visem a prevenção de doenças ou agravos originados de atividades laborais. Quando há indivíduos adoecidos, por exemplo, existirá uma necessidade de reabilitação e reeducação estimulando-os a refletirem os seus direitos e deveres no que se refere a saúde e segurança no trabalho. Permitindo então uma tomada de conhecimento sobre a sua prática dentro do escritório, possibilitando assim a realização de mudanças na relação com a atividade que executa.

Diante desse cenário é fundamental refletir que a terapia ocupacional vai muito além de focar na produtividade do trabalhador, permitindo criar condições e estratégias em conjunto com o com a equipe dentro do ambiente de ofício, promovendo assim um cenário de vida saudável e
não de adoecimento. As atividades ocupacionais vão possibilitar ao colaborador não somente uma tomada de consciência, mas também uma mudança na sua relação com o trabalho, fazendo do tratamento um processo de participação que resulte em uma ação transformadora.